Jérôme Lejeune foi um médico pediatra e geneticista, responsável pela descoberta da Síndrome de Down e, hoje, está com o processo de beatificação aberto com as virtudes heroicas reconhecidas.

Jérôme Lejeune

Facilmente encontramos por aí a falácia mentirosa de que a Igreja Católica Apostólica Romana é contra a ciência. Essa é uma mentira tão descabida que realmente só pode ser dita por quem não estuda o mínimo antes de abrir a boca.

Eu confesso que não sei muito sobre a história do médico pediatra e geneticista francês Jérôme Lejeune (1926-1994), mas, pelo pouco que li sobre ele, entendi que, além de um grande médico, ele era um grande defensor da vida.

Jérôme Lejeune

Jérôme Lejeune

Ser defensor e amigo da vida – da concepção até o fim natural – é ser inimigo daqueles que relutam em aceitar essa verdade e protestam dizendo que a vida só existe a partir de x meses e que antes disso a criança é apenas um amontoado de células no ventre de sua mãe. Existem ainda os que dizem que a vida só existe a partir do momento que a criança nasce.

Não é pra tanto que direto encontramos notícias absurdas sobre a descriminalização do aborto em diversos países (que Deus livre o Brasil dessa desgraça!). A Colômbia, país vizinho do Brasil, por exemplo, descriminalizou o aborto até a 24ª semana de gravidez. Traduzindo: a mulher pode abortar, dentro da lei colombiana, até o 6º mês!

Depois do sexto mês ainda é possível abortar pelos seguintes motivos: estupro ou incesto, malformação fetal que inviabilizasse sua vida, ou quando a continuação da gravidez constituísse um perigo à vida ou à saúde da mulher, atestado por um doutor. Traduzindo: a criança indefesa é a única ali que não tem uma lei que lhe assegure a vida.

Sobre isso, o Dr. Jérôme disse, citando, inclusive, o Brasil:

“Não vejo qualquer circunstância que justifique matar um inocente, e se não me engano, no Brasil não existe a pena de morte para os culpados. Se não há pena de morte para os culpados, não vejo razão para se instituir uma pena de morte para os inocentes”.

Síndrome de Down

Mas para falarmos mesmo sobre a participação científica do Dr. Jérôme Lejeune, precisamos falar sobre um dos seus maiores feitos: a descoberta de síndrome de down.

Sim, vejam a relevância desse santo homem. Um estrito defensor da vida é também aquele que descobriu a Síndrome de Down e trabalhou para que esses irmãos que têm o ‘cromossomo do amor’, tivessem a dignidade própria dos filhos de Deus, sem nenhuma distinção.

No site “Aleteia“, encontramos o seguinte texto sobre sua contribuição científica:

“O feito mais importante de Lejeune foi revelar na base genética da Síndrome de Down a presença de um cromossomo extra no DNA da criança. A descoberta ajudou a transformar a vida de pacientes e de famílias que, durante décadas, tinham vivido sob um estigma moral injustificado: acreditava-se que a Síndrome de Down fosse um efeito colateral de sífilis da mãe, doença esta, por sua vez, que o imaginário popular associava com a prostituição. Ao oferecer provas sólidas da raiz biológica da Síndrome de Down, Lejeune ajudou os pais dessas crianças a saírem das sombras. Lejeune descobriu também a base genética de outro defeito congênito devastador, a Síndrome Cri-du-Chat, e avançou na compreensão das causas da Síndrome do X Frágil. Ele também se antecipou em décadas ao resto da ciência médica ao insistir na importância do ácido fólico para reduzir o risco de muitos defeitos de nascença”.

Amigo da vida

Lejeune denunciou o que chamou de “racismo cromossômico”, quando pais abortam seus filhos por serem portadores de Down. Isso, infelizmente, começou a acontecer a partir dos testes de triagem pré-natal, criados a partir de pesquisas do Dr. Jérôme, usados hoje pelos médicos para detectar a Síndrome de Down em bebês ainda em gestação.

Por conta de sua atuação pelo direito à vida e apesar de todos as suas valiosíssimas contribuições, Jérôme era boicotado por sua classe, pois a maioria dos que dela fazem parte, aprova e vende o aborto como ‘caso de saúde pública’.

Amigo dos santos

O grande médico amigo da vida foi também amigo de grandes santos de nosso tempo, dentre eles São João Paulo II e São Josemaria Escrivá, fundador do Opus Dei.

“Em 1981, ele se encontrou com o papa São João Paulo II, poucas horas antes do atentado contra a vida do pontífice, e entrou para a Pontifícia Academia de Ciências. Em 1994, São João Paulo II quis nomear Lejeune como presidente da recém-criada Pontifícia Academia para a Vida. Lejeune não pôde assumir o posto. Ele já estava prestes a morrer de câncer. Depois de uma longa e agonizante doença, Lejeune morreu no domingo de Páscoa de 1994″ (Fonte: Aleteia),

Reze a oração à Nossa Senhora dos Nascituros

Já das mãos de São Josemaria Escrivá, em 9 de maio de 1974, Jérôme Lejeune recebeu o título de Doutor Honoris Causa na Universidade de Navarra.

Jérôme Lejeune e São Josemaria Escrivá

É pouco ou quer mais? Além disso, o doutor Jérôme Lejeune está com processo de beatificação aberto. No dia 21 de janeiro de 2021, o Papa Francisco reconheceu também suas virtudes heroicas, dando-lhe o título de Venerável!

Que o Venerável Dr. Jérôme rogue por nós, por todos os que lutam pela vida e pelas crianças indefesas, de forma especial para que todos compreendam, como ele mesmo disse, que “Se um óvulo fecundado não é por si só um ser humano, ele não poderia tornar-se um, pois nada é acrescentado a ele”.

Deus nos abençoe!

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