Bom, já li oTratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem de São Luís Maria Grignion de Montfort umas 5 vezes, mas nunca cheguei a realizar o ato de consagração a Jesus por Maria.

Eu realmente não sei de onde surgiram as barreiras para que isso acontecesse, mas talvez, tenha vindo justamente aquele errôneo julgamento de que não sou bom o suficiente para me consagrar à Nossa Senhora.

Mas é JUSTAMENTE porque não sou bom e nem santo, que devo me consagrar a Jesus por meio dAquela que mais perfeitamente aproveitou e viveu a bondade e a santidade de Deus.

Modinha

Eu tinha um medo real sobre a consagração: Eu não queria fazer parte da modinha!

Houve um tempo em que tudo era consagração: “Somos um exército”, “Somos a Senzala de Maria”, “Sou escravo”. Eu definitivamente não queria ser mais um. E ainda não quero.

Um título

Eu tinha (e ainda tenho) um pavor de quem usa a consagração a Jesus por Maria como título. Credo! Tem gente que vai pregar e se apresenta: “Meu nome é fulano e sou um indigno servo, escravo, consagrado da Senzala de Maria Santíssima”. CREDO! Pra quê isso?

Se Nossa Senhora também não se prevaleceu da sua condição de Mãe do Salvador, porque aqueles que nela se refugiam precisam OSTENTAR um ato que deveria ser de escondimento, humildade e até de humilhação?

A necessidade da devoção

Nas primeiras páginas do Tratado da Verdadeira Devoção, antes mesmo de falar da Consagração em si, São Luís atenta-se em falar sobre a NECESSIDADE de ser um verdadeira devoto da Mãe de Jesus.

A seguir, colocarei algumas partes do Tratado onde esse grande santo mariano trata justamente do “para quê” eu devo me consagrar a Jesus pelas mãos imaculadas de Maria. Não é para ser mais um na senzala das mídias sociais e nem para ser mais um ostentador de cadeado de portão, mas para que, se parecendo mais com Maria, estejamos mais próximos de contemplar a Deus.

Veja só:

Por Maria os homens são enriquecidos…

Deus Pai juntou todas as águas e chamou-as mar; juntou as suas graças e chamou-as Maria. Este grande Deus tem um tesouro ou celeiro riquíssimo, onde encerrou tudo o que tem de belo, de resplandecente, de raro e precioso, incluindo o seu próprio Filho. E este tesouro imenso não é outro a não ser Maria, a quem os santos chamam o “Tesouro do Senhor”, de cuja plenitude os homens são enriquecidos (TVD 23).

Maria é tesoureira do céu

Deus Filho comunicou à sua Mãe tudo o que adquiriu pela sua vida e morte, os Seus méritos infinitos e as suas admiráveis virtudes. Fê-la tesoureira de tudo o que o Pai lhe deu como herança. E assim é por meio de Maria que aplica os Seus méritos aos Seus membros, que comunica as suas virtudes e distribui as suas graças. Ela é o seu canal misterioso, o seu aqueduto, por onde faz passar, suave e abundantemente, as suas misericórdias (TVD 24).

Maria é despenseira dos dons

Deus Espírito Santo comunicou a Maria, sua fiel esposa, os Seus dons inefáveis, e escolheu-a para dispensadora de tudo quanto possui. Deste modo, Ela distribui a quem quer, quanto quer, como e quando quer todos os Seus dons e graças, e nenhum dom celeste é concedido aos homens sem que passe por suas mãos virginais. Porque tal é a vontade de Deus, que quis que tudo recebamos por Maria. Desta forma é enriquecida, elevada e honrada pelo Altíssimo aquela que durante toda a vida se fez pobre, se humilhou e escondeu até o mais profundo nada, em sua extrema humildade. São estes os sentimentos da Igreja e dos Santos Padres (TVD 25).

“Nosso Senhor continua a ser no céu tão Filho de Maria quanto era cá na Terra” (São Luís Montfort)

O poder da oração de Maria

Visto que a graça aperfeiçoa a natureza e a glória aperfeiçoa a graça, é certo que Nosso Senhor, no Céu, é ainda tão filho de Maria como o foi na Terra. Conservou, portanto, a submissão e a obediência do mais perfeito de todos os filhos para com Maria, a melhor das mães. Cuidemos, porém, de não ver nesta dependência rebaixamento algum de Jesus ou alguma imperfeição. Maria, estando infinitamente abaixo de seu Filho, que é Deus, não se lhe impõe como uma mãe da Terra o faz a seu filho, que lhe é inferior. Maria está toda transformada em Deus pela graça e pela glória, que transformam n’Ele todos os santos. Por isso não pede, não quer, não faz nada que seja contrário à eterna e imutável vontade de Deus. Quando, pois, se lê nos escritos de São Bernardo, São Bernardino, São Boaventura etc., que no Céu e na Terra tudo está sujeito a Maria, até o próprio Deus, deve apenas entender-se que a autoridade que Deus lhe quis conceder é tão grande que parece igualar o poder divino, e que as suas orações e súplicas são tão poderosas junto de Deus que equivalem sempre a ordens junto da sua majestade. Ele não resiste nunca à oração de sua dileta Mãe, porque é sempre humilde e conforme à sua vontade. Moisés deteve tão poderosamente a cólera de Deus contra os Israelitas, pela força da sua oração, que este altíssimo e infinitamente misericordioso Senhor, não lhe podendo resistir, pediu-lhe que o deixasse encolerizar-Se e castigar aquele povo rebelde (Ex 32, 10). O que então não devemos pensar, com muito mais razão, da humilde oração de Maria, mais poderosa junto de Deus que as preces e as intercessões de todos os anjos e santos do Céu e da Terra?! (TVD 27).

Enfim…

Então… é isso por enquanto. Mas é importante que você leia o Tratado, mesmo que não queira se consagrar, para ser um devoto melhor da Virgem Maria, mesmo com suas devoções pessoais realizadas em casa ou no seu grupo.

O importante é ser devoto e estar próximo de Nossa Senhora, pois como diria Dom Bosco, meu santo de devoção: “Quem confia em Maria jamais será iludido!”.

Tamu Junto,
Deus te abençoe!
Salve Maria!

Robson Landim

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