Vai chegando a virada do ano e começamos a fazer as contas das perdas e ganhos do ano que está terminando.

E aí, muita gente, com o grande cantor Belchior, pode cantar, fazendo o balancete da vida: “Tenho sangrado demais, tenho chorado pra cachorro. Ano passado eu morri mas esse ano eu não morro”.

Tenho sangrado demais

É, pelo menos pra mim, 2019 não foi um ano que passou ileso. O fim de 2018 e todo o ano de 2019 foi de reconstrução e não tem como reconstruir sem se ralar, sem se machucar, sem sangrar.

Dói? Mas é claro! Mas parece que quanto mais dói, mais vida vamos descobrindo em nós. Lázaro, o querido amigo de Jesus a quem celebramos hoje, precisou morrer pra conhecer a Vida Eterna que só Jesus pode dar.

No sangue, no suor e nas lágrimas vamos dando espaço para que Deus cuide de nós, de nossas machucaduras, sendo Ele mesmo a cura que precisamos. Aí deixamos a autossuficiência, pedimos ajuda e nos colocamos no compasso daquele Coração Sagrado que só sabe amar.

Tenho chorado pra cachorro

A gente chora na hora da oração comunitária, chora sozinho diante de Jesus e de Maria, chora no quarto, no ônibus… E que bom!

Que bom que ainda nos sensibilizamos também com a nossa dor. Não somos máquinas e não precisamos parar de sentir pra crescermos.

Ao olharmos pra nossa dor e externarmos com as lágrimas doloridas, relembramos que somos pó e ao pó voltaremos e que precisamos sempre voltar, como aquele filho pródigo, beberrão e baderneiro que não se esqueceu, mesmo que em meio aos interesses, dAquele Pai de Misericórdia que tinha saudades até mesmo de suas estripulias.

Ano passado eu morri

Ah! Eu morri… E não foi uma vez só não. Eu morri, morreram sonhos, morreram desejos… Mas não morreu a esperança de recomeçar. E sabe porque a esperança não morreu? Pela certeza de que o mesmo Pai permitiu toda essa doideira acontecer, o fez porque me conhece, sabe até onde posso ir e me garante a Sua companhia, cuidado e misericórdia.

Eu morri, eu matei. Me mataram e eu ressuscitei.

Ressuscitei pelas mãos de Deus, de Maria que sempre me acolhe, de minha família que sabendo das minhas misérias me aceita, de meus amigos que foram até o fundo do poço me buscar, dos jovens que acreditam na minha missão e a confirmam. Eu morri? Morri e bem morrido rs! Mas…

Esse ano eu não morro!

Lázaro sendo ressuscitado pelo Senhor

Fiz a opção de não morrer no próximo ano! Isso não quer dizer que não vão tentar me matar e nem que eu mesmo não vou me boicotar com medos, receios, maus sentimentos.

Mas eu decidi dar a Deus a liberdade de dizer se vivo ou se morro. Se vou pra frente ou pra trás. Se permaneço ou se vou embora.

Em 2020 eu “não morrerei, mas ao contrário, viverei para contar as grandes obras do Senhor”, como diz o salmo 118, 17.

E você?

“Escolhe pois a vida” (Dt 30, 19) e deixe Deus ser Deus. Como cantaria a Eliana Ribeiro, “quem deixa Deus ser Deus vê melhor aquilo que os olhos não podem ver”.

Planeje sua vida, compre um bom planner. Pense nas viagens, no crescimento espiritual, na leitura, nos retiros que quer fazer. Faça a sua parte para que haja em você vida em abundância, pois Deus, sem dúvidas, está trabalhando desde toda a Eternidade para que possamos viver.

“Tenho sangrado demais,
tenho chorado pra cachorro.
Ano passado eu morri
mas esse ano eu não morro”.

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